Caso você esteja começando a ler/ver Naruto agora, está presta a descobrir tudo o que os fãs já sabem e muito bem: Kishimoto erra e acerta ao mesmo tempo. Não daremos todos esses créditos somente ao homem, mas também aos desenhistas, aos roteiristas, aos revisores, toda essa turma que nos proporciona um deleite sem igual, ao mesmo tempo que faz uma “baita lambança”. Mas sejamos justos, são todos humanos, propensos a acertar e a errar ao mesmo tempo, e que faz com uma freqüência assustadora!

Todo mundo faz alguma coisa bem e outra mau. Eu, por exemplo, se me pedirem para palpitar em uma coisa faço isso maravilhosamente bem, por outro lado se me pedirem para escrever sai uma pérola igual à qual você está aturando agora. Então vou parar de embromação já que até o título já diz, vou citar os pontos fracos e fortes de Kisimoto em termos de mangá, 3 de cada (na opinião de sua odiada Misa Misa):

PONTOS FORTES
Enredo: impossível falar que Naruto não tem história. Não estou falando de começo-meio-fim que aprendemos nas aulas de redação do primário, e sim de uma história corrente, que apresenta causa-consequencia nos acontecimentos, havendo sempre a evolução nos acontecimentos. Kishimoto não fez a história de Naruto ser “As aventuras de Naruto e uma galerinha de pesada em busca de realizar um sonho de ser Hokage”, fez muito mais. Conseguiu envolver valores, dilemas e o principal, lógica no enredo.
Secundários: algo interessante sobre Kishimoto é a quantidade de personagens secundários, e a popularidade deles dentre os fãs. Isso porque ele conseguiu fazer com que muitos secundários tenham destaque, sejam tão ou mais atrativos quanto os principais, e podem sempre esperar grandes feitos mesmo desses que não tem o papel muito grande. A construção desses secundários também é interresante, sendo que muitos tem histórias próprias.
Dilemas: apesar de poucos perceberem, Kishimoto não é lá um Maquiavel da vida. Não há um certo ou errado, um bom ou um mau, há um ato que foi realizado que sempre é julgado. Ao contrário de muitos mangas que mostram sempre aqueles que são bons e aqueles que são os maus, Kishimoto cria personagens dualistas, que sempre vão e vem do bem e do mau, verdadeiros yin-yangs da vida. Em vez de julgar muitos personagens, você tem de entende-los. Assim respeita nossa inteligência e acaba possibilitando várias discussões sobre fatos

PONTOS FRACOS
Lutas: não me crucifiquem! Não vou dizer que as lutas de Naruto são ruins, pelo contrário, são até boas. Como todo mangá que tem como ponto forte o enredo, não há uma grande valorização das lutas, a ponto de torna-las longas, detalhadas e exageradas. Não há sangue por sangue, excesso de violência e nem os personagens tem tanto poder que podem explodir planetas, e sim muito da estratégia, da sutiliza. Para os amantes de batalhas sangrentas Naruto é um péssimo mangá, já para os estrategistas de plantão...
Secundários: ao mesmo ponto que é um dos seus maiores triunfos, é um dos seus pesadelos. Conseguir um destaque grande na história de alguns personagens acaba exigindo que outros que não tem/já tiveram destaque apareçam mais, por pressão de fãs, devido ao fato do “se fulano aparece então sicrano também pode aparecer”. Isso acaba empacando a história e a tornando monótona às vezes. Há ainda o problema que Kishimoto acaba criando mais secundários do que precisa, sendo que muitas vezes poderia ter colocado suas funções em outros principais, assim diminuindo o numero de personagens.
Traço: vamos concordar: para a fama que Naruto tem, o traçado tanto do mangá quanto do anime deveriam ser um pouco melhores. Os traçõs estão até bons para alguma coisa que seja famosa somente no Japão, mas com a mundialização da obra, deveria ser excelente!
